A segurança financeira, o propósito e o bem-estar não são prioridades separadas para esta geração. O inquérito da Deloitte mostra que se reforçam mutuamente: quem se sente financeiramente seguro tem mais probabilidade de sentir o trabalho como significativo. O desalinhamento de valores também pesa: mais de quatro em cada dez Gen Z já recusou uma oferta de trabalho por razões éticas. E seis em cada dez admitiria aceitar um emprego com valores desalinhados se a remuneração fosse boa, o que aponta para a pressão financeira como fator determinante na decisão.
A motivação da geração Z é a mais baixa em relação às gerações anteriores: 64% dos inquiridos sentem-se totalmente envolvidos no trabalho, enquanto nos Baby Boomers a percentagem sobe para 79%. A ausência de crescimento, de reconhecimento e de significado aparece nos dois estudos como a combinação que mais pesa na decisão de sair.
Em 2030, a geração Z e os Millennials representarão 74% da força de trabalho global, segundo uma projeção da Forrester citada na análise da Deloitte. Por outro lado, o poder de compra da geração Z deverá passar de 2,7 biliões de dólares (cerca de 2,3 biliões de euros) em 2024 para 12,6 biliões de dólares (cerca de 10,8 biliões de euros) em 2030, segundo o Bank of America Institute. A geração Z é, ao mesmo tempo, o talento que as empresas precisam de atrair e o consumidor que precisam de servir. As empresas que a souberem conquistar estarão mais bem posicionadas para triunfar.