A crescente complexidade dos requisitos de relato de sustentabilidade tem gerado uma camada excessiva de burocracia que, paradoxalmente, dificulta a implementação efetiva de práticas ESG nas empresas. Em vez de promover ações ambientais e sociais concretas, os processos administrativos morosos consomem tempo e recursos valiosos, sobrecarregando as empresas, especialmente as pequenas e médias, com obrigações de reporting que desviam o foco de iniciativas com impacto tangível.
A burocracia é também um travão aos investimentos em negócios sustentáveis e que trazem competitividade à Europa. Existe vontade de investir, mas a desburocratização dos processos é essencial para que isso aconteça.
De acordo com uma análise de custos e benefícios divulgada em 2022 pelo EFRAG, (organismo consultivo da Comissão Europeia), os custos administrativos recorrentes do reporte de sustentabilidade para as grandes empresas da UE ascendem a cerca de 1,9 mil milhões de euros anuais, a que acrescem entre 2,6 e 3,9 mil milhões de euros em custos de auditoria externa.