A transformação industrial da Europa exige capital à mesma escala. De acordo com a Mckinsey, estimativas recentes apontam para a necessidade de cerca de 1,2 biliões de euros por ano em investimento público e privado para reforçar a competitividade europeia.
Os orçamentos públicos são essenciais para enquadrar a estratégia, mas não suficientes para a executar, pelo que a reindustrialização da Europa dependerá, em larga medida, da capacidade do setor privado para investir e escalar produção em setores estratégicos.
Há sinais de que esse movimento está em curso: segundo a mesma fonte, os fundos de private equity dedicados à Europa captaram cerca de 300 mil milhões de euros, um valor inédito, equivalente a cerca de um terço dos compromissos globais. Este capital procura oportunidades em infraestruturas, energia, tecnologia industrial e transição climática, precisamente as áreas que estão no centro da nova política industrial europeia. Neste contexto, holdings ligadas à indústria desempenham um papel decisivo: ao alocar capital com visão de longo prazo, reforçam cadeias de valor, promovem modernização tecnológica e aumentam a escala produtiva necessária para competir globalmente.